segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O Escritor Nito Maciel

                 Dimas Maced0

                 

           Nilto Maciel nasceu em Baturité (CE), em 1945. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará e, depois de formado, transferiu-se para Brasília, em 1977. Ali, foi funcionário do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, regressado a Fortaleza em 2002, após a sua aposentadoria.

       Na condição de escritor, estreou como livro de contos – Itinerário, em 1974. Dois anos depois, criou, com outros escritores, a revista O Saco e o Grupo Siriará de Literatura. Em Brasília e depois em Fortaleza, editou a revista Literatura, de 1992 a 2008.

            Obteve primeiro lugar em alguns concursos literários: Secretaria de Cultura do Ceará, 1981, com Tempos de Mula Preta; Secretaria de Cultura do Ceará, 1986, com Punhalzinho Cravado de Ódio; Prêmio Brasília de Literatura, 1990, com A Última Noite de Helena; Prêmio Graciliano Ramos, 1992/1993, com Os Luzeiros do Mundo; Prêmio Cruz e Sousa, 1996, com A Rosa Gótica; Bolsa Brasília de Produção Literária, 1998, com Pescoço de Girafa na Poeira; e Prêmio Eça de Queiros, 1999, com Vasto Abismo.

              Organizou, com Glauco Mattoso, Queda de Braço – Uma Antologia do Conto Marginal (Fortaleza/Rio: 1977). Participou de diversas coletâneas, entre elas: Quartas Histórias – Contos Baseados em Narrativas de Guimarães Rosa, org. Rinaldo de Fernandes (Rio: Garamond, 2006); 15 Cuentos Brasileros/15 Contos Brasileiros, edición bilingue español-português, org. Nelson de Oliveira e tradução de Federico Lavezzo (Córdoba, Argentina: 2007); e Capitu Mandou Flores, org. Rinaldo de Fernandes (São Paulo: Geração Editorial, 2008).

             Tem contos e poemas publicados em esperanto, espanhol, italiano e francês. Seu livro O Cabra que Virou Bode foi transposto para o cinema por Clébio Ribeiro, em 1993.

              É autor dos livros de contos: Itinerário (Fortaleza: Edição do Autor, 1974); Tempos de Mula Preta (Fortaleza: Secretaria da Cultura, 1981); Punhalzinho Cravado de Ódio (Fortaleza: Secretaria da Cultura, 1986); As Insolentes Patas do Cão (São Paulo: João Scortecci, 1991); Babel (Brasília: Códice, 1997); Pescoço de  Girafa na Poeira (Brasília: Secretaria de Cultura do Distrito Federal, 1999); A Leste da Morte (Porto Alegre: Bestiário, 2006; Contos Reunidos: volume I (Porto Alegre: Bestiário, 2009; Contos Reunidos: volume II (Porto Alegre: Bestiário, 2010): e Luz Vermelha que se Azula (Fortaleza: Expressão Gráfica, 2011).

              No terreno da longa ficção, são de sua autoria: A Guerra da Donzela (Porto Alegre: Mercado Aberto, 1982); Estaca Zero. (São Paulo: Edicon, 1987); Os Guerreiros de Monte-Mor. (São Paulo: Contexto, 1988); O Cabra que Virou Bode (São Paulo: Atual, 1991); Os Varões de Palma (Brasília: Códice, 1994); A Rosa Gótica (Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura, 1997); Vasto Abismo (Brasília: Códice, 1998); A Última Noite de Helena (Campinas/SP: Komedi, 2003); Os Luzeiros do Mundo (Fortaleza: Códice, 2005); Carnavalha (Porto Alegre: Bestiário, 2007).

                 Nos campos da poesia, da crônica e do ensaio, é autor de: Navegador (Brasília: Códice, 1996); Panorama do Conto Cearense (Fortaleza: Códice, 2005);  Contistas do Ceará: D’A Quinzena ao Caos Portátil (Fortaleza: Imprece, 2008); Menos Vivi do que Fiei Palavras (Aparecida/SP: Penalux, 2012); Gregotins de Desaprendiz (Porto Alegre: Bestiário, 2013); Como me Tornei Imortal (Fortaleza: Armazém da Cultura, 2013); Quintal dos Dias (Porto Alegre: Bestiário, 2013); Sôbolas Manhãs (Porto Alegre: Bestiário, 2014).

 



 

 

 

 

 


 

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