quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Zito Lobo, Meu Pai: 90 Anos de Um Poeta

Dimas Macedo

                                                                        
                                                        
       Zito Lobo é pseudônimo pelo qual se tornou conhecido, em Lavras da Mangabeira (CE), o cidadão José Zito de Macedo, nascido no sítio Calabaço, daquele município, aos 29 de novembro de 1922, e falecido em Fortaleza, aos 24 de março de 1987.

      Recolhido na simplicidade da sua expressão gestual discreta e cativante, de característica marcadamente paternal e afetiva, esse amante incondicional das suas raízes cearenses é autor de um livro de poemas que, de forma sutil e reiterada, atesta o seu amor à verdade e à cultura da sua região.

      Mesmo acompanhando de perto, durante algum tempo, a sua dedicação à vida literária, jamais me acorreu a ideia de que, no final dos seus dias, a sua criação viesse a assumir tamanha gravidade, e de que  o seu espólio de poeta estivesse praticamente pronto para o prelo.

     Sabia ele, no entanto, do significado e do valor que permeavam a tessitura dos seus versos, e sabia, mais do que isso, que eu jamais me furtaria ao compromisso que um dia lhe fizera de publicar uma seleção dos seus poemas.

     Dessa circunstância é que nasceu a edição de Trovas e Poemas (Fortaleza, Editora Oficina, 1990; 2ª edição: Fortaleza, Edições Poetaria, 2011), volume no qual decidi reunir, de forma rigorosa, os seus poemas produzidos após a morte da minha mãe, Maria Eliete de Macedo, aos 10 de outubro de 1975.

     Da emoção e do enlevo que sempre costuraram as suas atitudes, ele não se furtou de falar ao silêncio da sua escritura literária, tecendo trovas, poemas e sonetos temperados pela coloração das lembranças e das recordações; e poemas que despertaram a atenção de escritores do porte de Joaryvar Macedo (de quem era irmão unilateral) e José Alcides Pinto, que escreveram, efusivamente, sobre a sua obra literária.

      Enquanto poeta, meu pai soube revestir os seus poemas do mais fino gosto popular, utilizando os recursos da trova e do repente para denunciar os contrastes e fraturas do nosso esquecido sertão, e da classe social na qual inseriu a sua visão de escritor, seguindo, nesse passo, a influência maior do meu avô, o destemido poeta Lobo Manso, uma das vozes mais expressivas da nossa literatura de cordel.

     Vivendo a epopeia dos que laboram na busca da Justiça e no cadinho da Resistência e da Verdade, é certo que seu nome remarca as tradições da comuna que o acolheu como cidadão, pois afora a militância de ordem literária, ostentava trajetória de vida fincada na participação e no desejo de realização do social.

     No Sítio Calabaço, sempre viveu da pecuária e do amanho da terra, mas em 1958, tangido pelas asperezas da seca, veio a fixar residência na cidade de Lavras, passando, a partir de então, a desenvolver atividades no Sítio Cajueiro, que adquirira, por compra, do seu primo e cunhado, Vicente Favela de Macedo.

     Colocando-se ao lado das vanguardas e iniciativas da cidade de Lavras, seria ele, naquele município, um dos fundadores do Círculo Operário dos Trabalhadores Cristãos, de cujo núcleo regional foi Presidente.

       Também no município de Lavras, meu pai foi um dos fundadores do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, sendo um dos instituidores, na gestão em que foi Tesoureiro de referido Sindicato, da Cooperativa dos Trabalhadores Rurais de Lavras da Mangabeira, que igualmente dirigiu.

       Em 1966, participou do processo de constituição do diretório municipal do MDB, ao lado de homens de determinação e de coragem, tais as legendas de Jaime Lobo de Macedo, João Guedes de Araújo, Antônio Pinto de Macedo e Otoni Lopes de Oliveira.

       E, ao abrigo dessa nova vivência democrática, teve o seu nome cogitado ao cargo de Prefeito, o mesmo ocorrendo em 1976, quando o industrial João Ludgero Sobreira o quis transformar em chefe da edilidade. De ambos os encargos, contudo, soube se eximir com elegância, demonstrando não possuir interesse pelas coisas do poder e da instituição municipal.

             Relações de estima e afetividade são formas de valores que sempre difundiu entre os seus. O que marca, contudo, a sua trajetória, é a disposição que sempre demonstrou de servir à causa social, ligando seu nome à prática de uma liderança carismática e católica que, na sua terra de berço, exerceu como poucos cidadãos, dando-me o privilégio de ter como padrinho o sempre virtuoso Padre Alzir.

            Transferindo-se para Fortaleza, em 1975, aqui viria a fixar residência no Bairro da Piedade, onde se tornou figura popular. Atuando como Cooperador Salesiano junto à Paróquia da Piedade, ali integrou a Associação do Sagrado Coração e a Associação de Nossa Senhora Auxiliadora, desempenhando funções de direção junto à Associação dos Merceeiros do Ceara e ao Círculo Operário dos Trabalhadores Cristãos – núcleo regional do Bairro da Piedade.

      Sua primeira mulher, Maria Eliete de Macedo, com quem se casou aos 27 de novembro de 1945, era sua prima legítima, tendo nascido no sítio Calabaço, em Lavras da Mangabeira, aos 20 de fevereiro de 1929, e falecido em Fortaleza, aos 10 de outubro de 1975. Já a sua segunda mulher, Francisca Nogueira Maia Macedo, era natural de Morada Nova (CE), mas é certo que com ela pouco conviveu, pois a morte o ceifou pouco tempo depois.

      Descendente dos desbravadores que construíram a civilização do Cariri, filho de Maria de Aquino Macedo e de Antônio Lobo de Macedo (Lobo Manso), uma das legendas da poesia popular do Ceará, José Zito de Macedo (Zito Lobo), para o meu orgulho, é hoje Nome de Rua em Fortaleza e em sua cidade natal, num reconhecimento, acredito, aos seus melhores atributos.

       Ao ensejo da criação da Academia Lavrense de Letras, o poeta Linhares Filho foi um dos primeiros a indicar o seu nome para Patrono de uma das Cadeiras, gerando, de plano, a concordância de todos os presentes.

      Honra-me, de forma profunda e recompensadora, o fato de ser filho desse denso e memorável José Zito de Macedo, que neste ano de 2012 completa os seus noventa anos.

      A sua retidão, a sua leveza de espírito e o seu desejo de servir ao próximo e de amar à causa de Deus e da Igreja constituem parte do que mais admiro na sua formação.

       Eu sempre o amei e venerei da forma mais sentida, e da forma ainda mais sagrada e dolorosa daquilo que faz parte de mim, e que me ensina a ser, a cada instante, um servo fiel do seu amor, bastando-me o seu exemplo como modelo de pai e de amigo, e de esposo fiel e generoso, sendo esteio de amparo e proteção para todos nós.
 
 
                                             
                                                       
                                                             Igreja de São Vicente Ferrer
                                                             Lavras da Mangabeira-Ceará


16 comentários:

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    1. Aninha, você é a cunhada que primeiro chegou no meu blog, e a única que sempre está interagindo comigo neste espaço. Saiba que o meu afeto por você é muito grande e que faço questão de que fique registrado por escrito.
      Dimas Macedo

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  2. CARO PRIMO DIMAS MACÊDO,VENHO UFANAR MINHA ALEGRIA AO LER AS PALAVRAS FEITAS EM HOMENAGEM AO SEU PAI TIO JOSÉ ZITO DE MACÊDO (ZITO LÔBO). VERDADE QUE ESTE HOMEM FOI UM SIGNIFICADO DE AMOR E RETIDÃO. PESSOA IMPAR E DE COMPORTAMENTO EXTREMAMENTE EXEMPLAR. NESSA DATA EM QUE COMEMORIA 90 ANOS DE EXISTÊNCIA, NADA MAIS JUSTO DO QUE RELEMBRAR SUAS AÇÕES, SEU DENODO PELA FÉ E CRENÇA EM DEUS. BOM DIZER, QUE AS PALAVRAS ESCRITAS E DEIXADAS POR TIO ZITO, REFLETEM UMA CONTINUIDADE DE ENALTECEMINTO A NOSSA GENTE, AOS NOSSOS COSTUMES, ONDE NOTA-SE QUE BOA PARTE DO SEU CONHECIMENTO ADVEIO DE SEU PAI ANTONIO LÔBO DE MACÊDO (O POETA LOBO MANSO DO CALABAÇO). COMO SEU PRIMO, COMO SOBRINHO DE TIO ZITO E COMO NETO DE ANTONIO LÔBO DE MACÊDO, NÃO PODERIA FURTAR-ME DESTE MOMENTO PARA TAMBÉM ENALTECER A MEMORIA DE TIO ZITO, E, POR OPORTUNO, PARABENIZA-LO DIMAS, POR TÃO BRIOSA LEMBRANÇA E COLOCAÇÕES.
    ABRAÇOS.
    CARLOS ANTONIO DE MACÊDO GOMES (CARLINHOS GOMES).

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    1. Carlinhos, tê-lo na condição de primo é uma honra. Creio que o meu pai, se vivo estivesse,
      se orgulharia muito do sobrinho que você é, filho da minha querida Tia Nirinha e do meu tio
      Antônio Gomes de Holanda, que estarão sempre entre os meus afetos.
      Dimas Macedo.

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  3. Conheci muito Sr. Zito Lobo, homem íntegro, honesto, amigo fiel, dedicado a família e muito apaixonado por Dona Eliete. Amor como o deles não tem igual. Parabéns ao amigo Dimas Macedo por ser filho de uma figura tão respeitada e a nós, lavrenses, por sermos seus conterrâneos.
    Cristina Couto.

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    1. Cristina, tendo sido você bastante sintética, acertou na coisa maior: o grande amor vivido
      pelo meu pai e a minha mãe.
      Gratíssimo.
      Dimas Macedo.

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  4. Dimas; quero parabenizar pela atitude nobre, em nos presentear com este texto rico de informações sobre o seu pai.
    Eu ainda menino, sentado nos degraus do patamar da Igreja de São Vicente Ferrer das Lavras da Mangabeira, após a missa dominical celebrada pelo Pe Alzir Sampaio, observava o movimento dos fieis que deixavam aquela catedral, rememoro o casal Zito Lobo e Da Eliete conduzindo a prole que acabara de participar do ato litúrgico. Seu Zito, cordeiro com sobrenome de Lobo. Ao celebrar 90 anos, elevamos um hino de louvor e ação de graças a Deus, por termos tido esse irmão conosco durante 65 anos, tempo dado por Deus em que usou ensinando a verdade e denunciando a mentira. Minha palavra de gratidão a Zito Lobo, é pelo seu testemunho de amor, carinho, dedicação, zelo pela família, pelo povo, pelas lideranças de pastorais e movimentos por ele organizadas, estruturadas, firmes e radicada na palavra da fé em Deus. Exemplo legado a seus descendentes que hoje honorificam como podemos comprovar neste seu texto. Os anos ensinam muitas coisas que os dias desconhecem. É o que posso concluir após a leitura de “Zito Lobo, Meu pai: 90 anos de um poeta”. Obrigado pela sua vida e mesmo distante de nós, que você continue sendo luz a brilhar no meio de nós, entusiasmando e encorajando como discípulos na arte de poetar. Obrigado por nos ter ofertado: Dimas, Lúcia, Zé Zito, Marta, Sandra, Rivaldo e José Edmar (in memorian) e toda uma descendência. Com grande admiração. Abraços
    JBMoura

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    1. Jeová, lendo o seu texto, sentir por você o mesmo amor que tenho pelos meus irmãos, que você enumera tão bem. Isto se não fosse também a grande amizade que tenho por você.
      Dimas Macedo

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  5. A Verdade é que meu avô Zito Lobo era um homem vocacionado à eternidade. Estes 90 anos fazem ecoar no seio de toda a nossa família o mistério que foi sua vida, vivida sempre sob a ótica de um amor pascal e mariano, centralizado no mistério de Cristo e da Igreja, e que transbordou concretamente no amor à sua família, filhos, netos e todos os seus semelhantes. Este foi o grande e verdadeiro segredo deste homem. Suas virtudes e sua sensibilidade brotam desde campo fecundo onde as raízes de sua fé e religiosidade foram lançadas e cultivadas.
    Obrigado Vovô Zito! Sua vida e sua lembrança são um Dom de Deus para todos nós!

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    1. Diego, meu filho, você é luz para o mundo, e carrega, com certeza, o maior componente genético da
      fé edificante, do amor incondicional e da espiritualidade vivida pelo seu avô Zito Lobo. Especialmente na condição de cristão e católico, saiba que me orgulho muito de você, e que o
      meu pai transmitiu, sim, para um neto, a força indestrutível da sua religiosidade.
      Dimas Macedo

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  6. Li e reli o texto de homenagem a seu pai pela passagem dos noventa anos de nascimento. Não conheci o Poeta Zito Lobo pessoalmente, porém pude ver naquele texto o retrato perfeito de homem íntegro, humano, inteligente e servidor. Além de tudo, dedicou sua vida à causa comunitária, idealizando agremiações, tentando facilitar a vida dos outros e pensando o social em primeiro lugar. Feliz do homem cujo filho o reconhece como verdadeiro herói, espelho de vida e motivo de eterna lembrança. Pelo que você revela de seu pai nesta homenagem, pude descobrir a origem de tantas qualidades boas que você também possui, a partir de sua índole altruísta, busca da valorização dos semelhantes e defesa dos princípios de justiça e humanismo, através da grande capacidade que tem em expressar-se pela escrita.
    Parabéns,
    Vicente Lemos.

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    1. Meu caro Vicente Lemos, ter um pai digno e generoso é um virtude divina, mas manter-se nos limites da Ética e da busca incessante da Justiça, como faço cotidianamente, exige decisões
      diuturnas, amor ao reino de Deus e da verdade e fé no triunfo do Bem e de todas as virtudes
      mais nobres. Saiba que sou feliz também por tê-lo na cobta de amigo.
      Dimas Macedo

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  7. AO LER A BIBLIOGRAFIA DESSE HOMEM GRANDE,DESSE GRANDE HOMEM ME VEM À MEMÓRIA UM TRECHO DA CARTA AOS HEBREUS QUE, APÓS ENALTECER OS ANTEPASSADOS DO POVO DE DEUS, O AUTOR, COMO QUE EM ÊXTASE DIANTE DE TANTOS ATOS HERÓICOS DAQUELE POVO,PROCLAMA: " HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO"( Hb 11,38). TIVE A HONRA DE CONHECER TIO ZITO. DIZEM QUE OS "OLHOS SÃO A JANELA DA ALMA" E AO OLHAR, MESMO CRIANÇA COM 7 ANOS, PARA OS SEUS OLHOS, FACILMENTE SE PERCEBIA QUE ERA UM GRANDE HOMEM. HOMEM DE FIRMEZA, DE CARÁTER. O MEU PAI RAIMUNDO MACÊDO PINTO, SOBRINHO E AFILHADO DE CRISMA DE TIO ZITO, FALAVA DELE POR DEMAIS, E NUNCA ERA DEMAIS, ENALTECENDO SUAS QUALIDADES. TINHA O PRAZER EM DIZER QUE ERA SEU AFILHADO. LOGO QUE DESCOBRI O SIGNIFICADO DE PADRINHO(SEGUNDO PAI) ENTENDI O ORGULHO DO MEU PAI EM TÊ-LO COMO PADRINHO, DIGO PAI. HOJE HOMENS COMO TIO ZITO SÃO RARIDADE. TALVEZ SEJA ESSA A JUSTIFICATIVA PARA TANTOS ATOS DESUMANOS PRATICADOS HOJE. COMEMORANDO 90 ANOS DE EXISTÊNCIA DE TIO ZITO CELEBRO, ME ALEGRO CADA VEZ MAIS COM A CERTEZA DA EXISTÊNCIA DO CÉU. DE UMA VIDA ETERNA. POIS PRA MIM É INCONCEBÍVEL QUE HOMENS COMO TIO ZITO, ILIMITADO NA SUA MANEIRA DE SER, DE SERVIR POSSAM ESTAR CONTIDOS NO QUE É LIMITADO. PARABÉNS TIO ZITO,PARABÉNS CIDADÃOS DO CÉU POR TAMANHA AQUISIÇÃO! DOTEUSOBRINHO E PORQUE NÃO DIZER AFILHADO ALBERTO MAGNO MACÊDO PINTO(BETO)

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    1. Alberto Magno, meu primo e irmão na fé e na graça de viver segundo o modelo dos cristão, seu
      testemunho sobre o meu pai e seu tio-avô Zito Lobo, tem a coloração das grandes virtudes. Que Deus continue iluminando a sua caminhada. Um Forte abraço.
      Dimas macedo

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  8. não tenho muitas lembranças imagéticas de tio zito, talvez porque eu fosse ainda menino, mas meu pai raimundo macedo pinto avivou sempre o desenho de sua alma para nós seus filhos, com a ajuda de minha mãe, socorro macedo, acervo de bolso do peito de nossa memória. guardo-o então como um homem alto, das alturas de fora e de dentro; um homem sereno e claro; um homem bem amado por meu pai, que o amava como a um pai. guardo a cor de seus cabelos, a profundidade de seu olhar, a fala mansa de neto de Lobo e as rugas, histórias escritas na face. o nome zito para minha pequenez era música pura, hoje entendo essa poesia toda. quando partiu, vi meu pai partir, mas logo vi meu pai voltar e zito voltou a ser tocado e cantado em nossa casa. orgulho-me de ter estas coisas em mente e essas pessoas no coração. orgulho-me de ver em minha familia um balaio cheio de homens e mulheres de bem, de antes e durante, frutos colhidos para inspiração e esperança do tempo dos depois. grande abraço dimas querido. paulo emilio, das terras de pernambuco.

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  9. Caro primo amigo Dimas; entrei direto no seu blog, para apreciar a sua moção em homenagem a seu pai, e me emocionei em ver citado alí todas as qualidades que um cidadão de bem como era seu pai pode possuir e ele possuia.
    Era honesto,íntegro, humano, ético, justo e amigo dos amigos.
    Tenho o prazer de dizer que era o meu melhor amigo dos que possuí na epoca; era como se diz homem com H maiusculo.
    Dados que herdou do pai seu avô; católico fervoroso.
    Quero associar-me a sua moção com muito carinho e devoção
    Forte abraço.

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