terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A Poesia de Eduardo Pragmácio

     Dimas Macedo

                                           

            Entre a realidade observada pelo senso comum e a transfiguração concretizada pela escritura poética, existe uma mudança de plano: o campo visual e o sentimento criam uma nova razão, e a estranheza aí se instaura em forma de milagre.

              O impasse criativo transmuta-se em beleza e a existência se torna mutante, em contraposição à moldura dos processos históricos. A arte, neste ponto, realiza o indizível, e os poetas, afirmativamente, se interpõem nesse contexto como se fossem cosmonautas.

               Não há como deter os signos da linguagem ou os códigos que a palavra reinventa. Jung, nas suas reflexões sobre a arte, afirmou que seria impossível encontrar alguma reflexão ou algum insight que não tenham passado pela imaginação de um poeta.

              Eduardo Pragmácio Filho, no seu segundo conjunto de poemas, intitulado estranheza (Fortaleza: Imprece, 2016) firma-se como um dos principais poetas da sua geração, projetando o Ceará no campo da poesia brasileira, no qual a sua criação se torna um traço distintivo.





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