domingo, 27 de julho de 2014

Rejane Monteiro Augusto Gonçalves

                Dimas Macedo

 
Imagem de Lavras da Mangabeira - Ceará

    Rejane Monteiro Augusto Gonçalves nasceu em Lavras da Mangabeira, a 3 de setembro de 1948, sendo filha de Gustavo Augusto Lima e Laura Monteiro Augusto. Estudou as primeiras letras e fez a sua formação humanística em sua cidade natal, demonstrando, desde muito cedo, os valores da sua inteligência.

           Viveu parte da sua infância no sítio Pereiros, onde se localizava o Colégio Agrícola, do qual o seu pai era diretor, sendo ali alfabetizada pela professora Ivone Macedo. Fez o curso primário com a professora Julieta Filgueiras, na cidade Lavras, realizando Ginasial, em regime de internato, no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, das Irmãs Dorotéias, em Cajazeiras (PB).

            Em Fortaleza, para onde se transferiu, em 1963, continuou os seus estudos, nos colégios Santa Cecília e São João, nos quais realizou o curso Normal, diplomando-se professora em 1966. Posteriormente, bacharelou-se em Letras na UFC, em 1995, especializando-se em Administração Pública na FIC, em 2009. 

            Técnica Judiciária do Tribunal Regional Eleitoral, Rejane tem se destacado, sobretudo, pelas suas habilidades de ensaísta, historiadora e genealogista, voltando-se a sua atuação para a pesquisa da história regional, especialmente para os fastos históricos da sua cidade natal, cuja formação religiosa, institucional e administrativa tem estudado em livros que se tornaram uma referência daquele município.

            Rejane integra da Associação de Escritoras e Jornalistas do Brasil – AJEB, a União Brasileira de Trovadores (Secção do Ceará), a Academia de Letras Municipais do Brasil, a Academia Lavrense de Letras e a Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno, onde ocupa a Cadeira 52, que tem como patrona Dona Fideralina Augusto.

            Participou de diversas obras coletivas, entre as quais: Páginas de Nossa Vida (1987), Ajebianas de Sul a Norte (1988), Cândida Galeno – Nossa Nenzinha (1988) e Um Livro da Ala (1992), figurando o seu nome nos livros: Mulheres do Brasil (Fortaleza, 1993), 1001 Cearenses Notáveis (Rio, 1996), de F. Silva Nobre, Dicionário de Mulheres (Porto Alegre,1999), de Hilda Agness Hübner Flores, e no meu livro – A Brisa do Salgado (Fortaleza, 2011).

            São de sua autoria os livros: Lavras da Mangabeira – Um Marco Histórico (1984, 2ª ed.: 2004), Coronel João Augusto Lima (1986), A Vocação Política de Fideralina Augusto Lima (1991), Umari, Baixio, Ipaumirim: Subsídios Para a Sua História Política (1997), Os Augustos (2009, de parceria com Joaryvar Macedo) e História Eclesiástica de Lavras da Mangabeira (2013).

    No Tribunal Regional Eleitoral, integrou o grupo de pesquisa para a editoração de publicações do TRE, resultando desse projeto a publicação dos seguintes livros: Fragmentos da Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (2003); Zonas Eleitorais do Estado do Ceará – Aspectos Históricos – 1932–2005 (2005); e Primeiras Eleições e Acervo Documental (2007).

             Rejane Augusto é uma historiadora cuidadosa, que sabe vasculhar com desvelo as fontes de pesquisa e juntar os fios do seu texto com muita clareza e segurança, de forma que a sua produção e o seu nome dispensam apresentações e orgulham o município que a viu nascer.

Um comentário:

  1. Por favor; como posso conseguir esses livros que citarei abaixo, desde já agradecido pela atenção. Lavras da Mangabeira – Um Marco Histórico (1984, 2ª ed.: 2004),

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