terça-feira, 17 de setembro de 2013

Ressonâncias e Alteridades


                  Luís-Sérgio Santos 


                Dimas Macedo, desde há muito, concilia seu exercício estético sob duas perspectivas: a do profícuo criador, em prosa e verso, e a do crítico literário, dando, nos dois papéis, uma inestimável contribuição à literatura brasileira, em especial, à literatura regional do Nordeste.

               O seu livro Ressonâncias e Alteridades (Fortaleza, Edtora Omni, 2007) traduz bem sua importância no contexto cultural. Ali, numa fortuna crítica aberta, em construção, ele é o objeto, apreciado por seus pares e afins, desnudado sob vários olhares.

              Dimas é contaminado pela arte literária, cria com regularidade cotidiana e destila, refina, a cada novo momento, as sutilezas da sua narrativa, construindo uma trajetória ascendente, em volume e em qualidade.

               Com o fenômeno da internet, passa a produzir ensaios de periodicidade semanal, ampliando horizontes e o repertório, atuando como um cronista do cotidiano,  pautado por fatos recentes que variam desde o aniversário da cidade de Fortaleza à perda de um ícone de  expressão e estética nacional como Gerardo Mello Mourão.

              Assim, brinda-nos, cada sexta-feira, com uma nova pensata, rica em comentários e argumentos, emcalados em fluente narrativa.

               Sua fortuna crítica selecionada organiza, num só volume, textos avulsos, publicados em vários meios e situações. Além de facilitar o estudo sobre a diversa obra de Dimas Macedo, dando ordem ao caos, o livro retrata um momento rico da nossa literatura, onde a personagem em foco se destaca não apenas pela sua proficuidade intelectual, pela sofisticação que tem perseguido e alcançado, cristalizada numa estética macediana, original, complexa e simples.

                                                                                                Fortaleza, junho de 2007

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